As principais chuvas de meteoros visíveis do hemisfério sul!

 

 

Chuvas de meteoros em Janeiro

 

Janeiro é um mês com poucas ocorrências significativas de meteoros. Os radiantes que se manifestam este mês são de baixa intensidade, destacando-se apenas um, visto para os lados do norte, e que produz uma chuva anual chamada Quadrantídea ou Quadrântida.

O nome desta chuva provém do da antiga constelação chamada Quadrans Muralis, eliminada em 1930 quando foram estabelecidas as 88 constelações atuais. Ela se situava entre Hercules, Boötes, Draco e Ursa Major. A área do radiante, ponto do céu de onde parecerão provir os meteoros, localiza-se, atualmente, na constelação de Draco, o Dragão, na posição: Ascensão Reta = 15h 28min e Declinação = +50°. A chuva apresenta curto período de ocorrência, entre 1 e 5 de janeiro, com o máximo no dia 4 e é, geralmente, bastante intensa, apresentando taxas horárias que variam em torno dos 50 meteoros. Recentes observações mostram que a maior taxa ocorre por volta das 4h TU (1h no horário de Brasília) do dia 4 de janeiro. Os meteoros são finos, não muito brilhantes, geralmente brancos, amarelos e azulados. Alguns mostram-se amarelo-esverdeados ou branco-azulados e poucos com persistentes traços prateados. É esperado o surgimento de meteoros muito brilhantes e eventuais fireballs verde-amarelados. Os quadrantídeos, entretanto, são pouco observados do sul do Brasil. Eventualmente, aparecem próximos ao horizonte norte pouco antes do nascer do Sol. Esta chuva é melhor vista do norte e nordeste do país, com os meteoros sendo vistos também na área norte do firmamento.

 

 

resumo extraído de  "Chuvas de Meteoros - Guia Prático de Observação"

de autoria de Paulo G. Varella e Regina A. Atulim

 

 

 

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